LIBERTADORES: Palmeiras flerta com tragédia, mas sobrevive ao River e está na final

Ótimo desempenho de Weverton rendeu cumprimento de Galhardo após o confronto — Foto: Divulgação/Conmebol

Ótimo desempenho de Weverton rendeu cumprimento de Galhardo após o confronto — Foto: Divulgação/Conmebol

13/01/2021 - 08h45

A noite de 12 de janeiro de 2021 está marcada na história do Palmeiras. Nenhum palmeirense vai esquecer o que viveu durante os 90 minutos em que a tragédia anunciada parecia questão de tempo. Mais do que a felicidade, o sentimento deve ser de alívio pelo retorno à final da Libertadores, após duas décadas.

Em pelo menos três oportunidades o torcedor palmeirense viu a adrenalina subir ao extremo. No terceiro gol logo a 2min do segundo tempo, que o VAR se encarregou de anular, sinalizando um impedimento no início da jogada. E nos dois pênaltis marcados pela arbitragem a favor dos argentinos, mas que para felicidade da nação alviverde, foram anulados pelo VAR.

Agora são duas semanas para recompor torcedor, time e comissão técnica. O Palmeiras de Abel Ferreira não é esse dominado completamente pelo River Plate, em momentos que pareciam dois times de rotações diferentes. O susto no fim das contas fica em segundo plano. Há uma sensação de que nada pode ser pior. Importante agora é saber até que ponto a má atuação contra o River pode se refletir nos jogos pelo Brasileirão e na final da Libertadores.

Na Libertadores, a cultura do resultado no fim pode pesar mais do que a cultura de um trabalho vencedor, poderoso e impressionante, como o de Gallardo. Na matemática, o Palmeiras fez três gols no River Plate, que respondeu com dois na terça-feira. Isso foi o suficiente para o torcedor alviverde, 20 anos e alguns meses depois, novamente comemorar uma vaga na final da América.

O que deu certo

Ao contrário da cultura de Abel Ferreira, que geralmente evita comentários individuais sobre o desempenho dos jogadores, procurando analisar o coletivo, a noite de terça-feira teve um ponto positivo: Weverton.

Ter um goleiro de seleção brasileira fez a maior diferença para o Palmeiras. O abraço de Abel Ferreira e o reconhecimento de Gallardo, ambos no fim do jogo, simbolizam o tamanho da noite vivida pelo jogador no Allianz Parque.

Baile do River em plena Alians Park

No fim da partida, o River Plate finalizou 26 vezes, contra 6 do Palmeiras. O River Plate teve 10 escanteios a favor, contra 1 do Palmeiras. Nunca na história desse país (no caso, desde a reinauguração da arena), um clube exerceu tamanho domínio dentro da casa do time alviverde.

Psicologicamente, o Palmeiras aparentemente sofreu. A falta de experiência atacou no momento mais difícil e quase levou a equipe a uma eliminação histórica. O próprio Abel Ferreira admitiu que essa maior “cancha” favoreceu o River Plate na volta.

Cria-se uma casca importante, ainda mais diante de uma final em jogo único contra um antigo algoz continental (Boca Juniors) ou um rival estadual (Santos).

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  • Jornal Regional
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