Fotos: Divulgação/MB Comunicação
Auxiliar no
crescimento sustentável e direcionado dos microempreendedores individuais (MEI)
com suporte de mentores especializados e com vivência de mercado. Com esse
objetivo iniciou, nesta semana, a jornada do Programa MEI UP. A iniciativa é do
Sebrae/SC, da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), do Pollen
Parque, da Unochapecó e da Prefeitura Municipal. Participam 35 empreendedores
selecionados e que desejam preparar seu negócio e atingir um novo patamar no
mercado.
A jornada para o crescimento terá um ano de duração e compreende quatro módulos
de conteúdo “Eu, empreendedor”, “O meu negócio”, “A gestão do meu negócio” e
“Apresentação do MEI”. Ao todo serão 22 encontros quinzenais presenciais
realizados no Pollen Parque no período noturno e alguns em finais de semana
durante o dia.
A metodologia está estruturada para contemplar todas as vertentes importantes
para o crescimento de uma empresa. Entre as temáticas previstas no programa
estão características empreendedoras, modelagem de negócio, planejamento,
finanças, legislação, gestão de pessoas, marketing e vendas, posicionamento de
mercado, acesso ao crédito, inovação, atendimento ao cliente, compras e
estoque.
O gerente regional do Sebrae/SC no oeste, Udo
Martin Trennepohl, enalteceu que o MEI é a maior política pública do
mundo. “Nunca na história, em um curto espaço de tempo, tantas pessoas foram
para a formalidade e tiveram a oportunidade de montar seu negócio, buscar
financiamento e ser reconhecido como personalidade jurídica. No passado a
pessoa testava sua ideia ao abrir uma microempresa, mas quando não dava certo
levava um bom tempo para se reerguer financeiramente. Agora, essa alternativa
proporciona uma ruptura entre o mundo da informalidade e de uma nova
oportunidade de desenvolver novos negócios”, observou.
Udo também relatou a trajetória de uma empresa de sucesso que começou a partir
da amizade de três pessoas. Segundo o gerente regional, o que os empreendedores
precisam é, justamente, o que o MEI UP oferece: capacitação aliada a
oportunidade de expandir seu negócio. “A partir desse programa-piloto cada
participante escreverá a sua história no caminho do empreendedorismo. Nós, como
representantes das entidades, temos como missão facilitar esse trajeto e
capacitá-los para que aprimorem suas habilidades”, explicou.
Para o presidente da ACIC, Lenoir Antônio
Broch, o MEI UP proporcionará um aprendizado sensacional, por
isso motivou os participantes para que concluam todos os módulos. “As entidades
estarão à disposição para dar suporte e oferecer mentoria em caso de dúvidas.
Sabemos o quanto um empresário precisa analisar para superar algum desafio e
vocês têm no programa a possibilidade de superar isso com apoio e colaboração.
Parabéns para quem aceitou esse desafio de aprender cada vez mais e de poder
investir no seu negócio”, expôs.
O gerente de negócios do Pollen Parque, Rodrigo
Savenhago, convidou os participantes da turma piloto do MEI UP a se
sentirem em casa no parque tecnológico. “Esperamos que vocês desfrutem da
estrutura e convivam nesse espaço. Para que junto com as 40 empresas aqui
instaladas possam criar uma rede de cooperação e networking. Essa oportunidade
tem que ser transformada e realizada com muita responsabilidade porque será
exemplo para todo o Brasil, ou seja, que é possível o crescimento do MEI por
meio da colaboração”, ressaltou.
Segundo o coordenador do Simplifica Chapecó, Luiz
Carlos Balsan, nenhum empresário atingiu o sucesso sem persistência,
determinação e resiliência. “Os participantes dessa primeira turma são
privilegiados, por isso esperamos que convertam o conhecimento transmitido em
atitude profissionais e pessoais”, argumentou. Balsan também destacou a
importância do programa ao apresentar os números de empresas ativas em Chapecó.
São mais de 43.600 CNPJs com praticamente 20 mil MEIs, ou seja, 45% são dessa
modalidade jurídica.
EXPECTATIVAS
O ex-presidente da ACIC e propositor do programa, Nelson Akimoto, explicou que o propósito da
iniciativa é dar um UP no MEI, ou seja, auxiliá-lo para que amplie seu
faturamento, gere emprego e novas oportunidade de negócio. Ele também relatou
seu exemplo para motivar os empreendedores. “Minha empresa começou na garagem,
há 30 anos. Na época não tinha MEI, então, já iniciou concorrendo com outras
grandes marcas. Senti as dores que vocês sentem agora, por isso vislumbrei a
necessidade – na época da pandemia de covid-19 – de buscar desenvolver esse
empreendedorismo presente nos pequenos negócios para que possam crescer”,
relembrou. Akimoto adiantou que na formatura espera ver os empreendedores com
mais funcionários, maior faturamento, em busca de um sócio ou de um investidor,
analisando a possibilidade de ter filiais e até mesmo de estar exportando.
A publicitária, Dauane Zardo, de
27 anos, explicou que em sua graduação não aprendeu o processo burocrático de gerenciamento
de uma empresa. “Atuo com produção de eventos, como workshops, para apresentar
pequenos empreendedores, por meio do MEI UP, aprenderei essas estratégias para
ampliar a empresa e formar uma equipe. Meu objetivo é evoluir de MEI para
microempresa e já estou quase atingindo esse propósito”, destacou.
A coordenadora de eventos, Mari
Baldissera, de 39 anos,está muito animada. “Como MEI tenho
várias dúvidas, especialmente, sobre gestão. Não tenho essa formação. Todas as
atividades que você costuma fazer diariamente se tornam simples, porque você
trabalha com isso. Porém, quando você resolve empreender, essa situação muda.
Não estamos acostumados aos processos de gestão. Acredito que gerenciar o
negócio é a questão mais limitante dos MEIs”, enfatizou.
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