Prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, é preso durante operação da Polícia Federal

Polícia Federal em Florianópolis Foto: Mayara Vieira/ NSC TV

Polícia Federal em Florianópolis Foto: Mayara Vieira/ NSC TV

18/06/2019 - 16h54

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido, ex-filiado ao MDB), e pelo menos outras quatro pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (18) durante a Operação "Chabu", deflagrada pela Polícia Federal. A operação tem como objetivo desarticular uma organização que violava sigilo de operações policiais em Santa Catarina. Até a publicação desta reportagem, a polícia não havia informado os crimes dos quais o prefeito é suspeito e qual é o envolvimento dele no esquema. O Ministério Público Federal disse que não tinha informações sobre as investigações até as 12h.

Ao todo 30 mandados são cumpridos, sendo 23 de busca e apreensão e sete de prisão temporária, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS). O processo corre em segredo de Justiça. A operação foi deflagrada pela PF de Brasília. Até as 12h30, não havia balanço dos trabalhos realizados.

De acordo com a PF, foi apurado que a organização criminosa envolveria políticos, empresários, e servidores da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Lista de presos

·         Gean Loureiro (sem partido, ex-MDB), prefeito de Florianópolis

·         Fernando Caieron, delegado da Polícia Federal, foi preso Porto Alegre (RS)

·         Marcelo Roberto Paiva Winter, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Rodoviários de Santa Catarina (SINPRF-SC)

·         Luciano Veloso Lima, que foi secretário da Casa Civil no governo estadual Eduardo Moreira (MDB)

Locais de busca e apreensão

·         Grupo Nexxera, em Florianópolis, empresa de tecnologia

·         Prefeitura de Florianópolis, no gabinete do prefeito

O que dizem os citados

A assessoria da prefeitura disse em nota que o prefeito concordou em prestar todas as informações necessárias e está aguardando para prestar depoimento na PF.

O G1 SC também procurou a defesa de Fernando Caieron, mas até a última atualização da reportagem não obteve retorno.

A assessoria de imprensa do SINPRF-SC disse que irá se manifestar sobre a prisão de Marcelo Roberto Paiva Winter depois de ter acesso aos autos. A PRF afirmou que ficou sabendo da operação nesta manhã e que a Corregedoria da instituição busca informações junto à PF para se manifestar.

O advogado de Luciano Veloso Lima, Rubens Cabral Faria Junior, foi procurado, mas não havia respondido até a última atualização desta reportagem. Às 11h30, os dois estavam na Superintendência da Polícia Federal para que Lima prestasse depoimento.

Em nota, a empresa Grupo Nexxera disse que "não sabe do que se trata essa operação, pois é uma fase de investigação e provas. Estamos confortáveis e vamos contribuir com o que for preciso com as autoridades".

Investigações

Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, que ocorreu em agosto de 2018, foi apurado pela Polícia Federal que o grupo suspeito construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores do órgão e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) lotados em órgão de inteligência e investigação, com o objetivo de embaraçar investigações policiais em curso e proteger o núcleo político em troca de benesses financeiras e políticas.


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • G1/SC



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