SESI SENAI: Ferramentas digitais de ensino nas adaptações ao 'novo normal'
Professores e alunos falam sobre a nova rotina de estudos durante o isolamento social.

10/06/2020 - 17h35

As mudanças provocadas pelo “novo normal” em que a sociedade mundial vive em função da pandemia da Covid-19 foram radicais e afetam, de uma forma ou de outra, a formação do cidadão. Seja na rotina de casa, onde pais se tornaram “instrutores”, ou do próprio professor, que trocou a lousa pelo tablete, a sala de aula pela sua casa. São situações que exigem a reinvenção do ensino, a reestruturação da vida familiar, o readequar de costumes.

Segundo a coordenadora Pedagógica e de Qualidade Educacional do SESI SENAI de São Miguel do Oeste, Tatiane Paula Casagrande Bataglin, o SESI SENAI há tempos tem investido na melhoria e criação de ferramentas tecnológicas educacionais que tem contribuído significativamente neste período. Alunos e educadores tem à sua disposição o Mangahigh (matemática gameficada), o portal de Educação do SESI SENAI, com banco de aulas, questões e exercícios , materiais para pesquisas, vídeo aulas, exercícios e simulados para preparação para Enem e vestibulares. Além disso, os alunos do ensino médio possuem um livro digital, onde o professor monta a trilha de aprendizagem para desenvolvimento de competências e indicações de aulas complementares. “Quando surgiu a pandemia, os professores foram imediatamente capacitados para o formato de aulas remotas. Na verdade, apenas mudou a forma de repassar essas informações aos alunos. Todo o hall de ferramentas de que a instituição já contava e, com a dedicação e empenho de nossos professores, os alunos tem aulas on line todos os dias, seguido os horários normais. Além disso, no contra-turno, os professores ficam a disposição para tirar dúvidas e auxiliar o educando que apresente alguma dificuldade. ”, disse Tatiane.

Ainda como reforço, o SESI SENAI já realizou aulão preparatório (on line) para o Enem, que passa a ser executada mensalmente, e ainda, como integração, a realização de uma gincana do bem, onde cada turma representa uma equipe e a tarefa é repassada pelo professor responsável uma vez por semana. Essas atividades visam envolver a família e os próprios alunos. Uma das tarefas, há poucos dias, foi a construção de brinquedos com materiais recicláveis que posteriormente foram doados.

Para o professor Ari Friderich, de 65 anos, 45 deles dedicados à sala de aula, afirma ser essa nova forma de docência, uma experiência impar em sua carreira. O professor disse que precisou estudar e adequar suas habilidades à tecnologia e a didática. “O professor tem uma capacidade enorme de se readaptar às mudanças, novas possibilidades e formas de ensinar. Diante desse desafio, precisei estudar e me adequar, assim como como nossos alunos. Porém é notória a empatia e dedicação de nossos alunos, que tem mostrado resultados excelentes em seus aprendizado”, relatou Friederich.

Ele ainda ressalta a importância da participação dos pais nesse processo e que esse desafio, mas que terá uma grande contribuição nas metodologias futuras. “A forma que nosso professores (do SESI SENAI) trabalham e as ferramentas disponibilizadas são fundamentais no engajamento para uma boa formação desses jovens”, lembra ele.

Para a aluna da Segunda Série do Ensino Médio, Valentina Signor Montovaneli, de 16 anos, a adaptação foi impactante, exigindo maturidade e responsabilidade para o bom rendimento. “Não temos o contato direto com professores e colegas como antes e isso exige mais responsabilidade. Sem uma dedicação em casa, o ano pode ser complicado quanto ao aprendizado. Precisamos buscar o conhecimento aquém do professor e as ferramentas disponibilizadas pelo SESI SENAI têm sido fundamentais”, disse ela.

A aluna também elogiou a dedicação dos professores no incentivo e na busca de conteúdos e didáticas. “Eles gravam vídeo aulas, sanam nossas dúvidas e buscam maneiras de tornar as aulas ainda mais atrativas e produtivas, mas a saudade é grande!”, finaliza.

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