Teste do pezinho previne seis tipos de doenças em recém-nascidos

Suelen Raquel Dagostin – Pediatra

Suelen Raquel Dagostin – Pediatra

27/06/2022 - 18h27

O Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado no começo do mês de junho e tem como objetivo conscientizar sobre a importância da saúde preventiva e valorizar as ações de triagem neonatal. O exame é simples: bastam algumas gotinhas de sangue para proporcionar à criança um futuro melhor.

O teste do pezinho avalia um conjunto de exames laboratoriais realizados logo após o nascimento ou nas primeiras semanas de vida do bebê, sendo o período ideal entre o 3º e o 5º dia de vida. Nesse intervalo, o recém-nascido já foi alimentado o suficiente para evitar falsos-negativos nas doenças dependentes de amamentação.

Com um procedimento simples e rápido, é possível identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas, endócrinas e infecciosas, que podem pôr em risco a vida ou prejudicar os desenvolvimentos somático, neurológico ou psíquico do recém-nascido.

O teste do pezinho é um exame de triagem. Em situações nas quais o resultado está alterado, é indispensável a avaliação médica para verificar a necessidade de coletar uma nova amostra para confirmação.

O teste básico (SUS) identifica até seis tipos de doenças, são elas:

  • Anemia falciforme: alteração genética nas hemácias, na qual diminui a capacidade de transportar oxigênio para as células do corpo;
  • Deficiência de biotinidase: pode causar convulsões, surdez, ataxia, hipotonia, dermatite, queda de cabelo e atraso no desenvolvimento;
  • Fenilcetonúria: doença rara que afeta o sistema neurológico;
  • Fibrose cística: afeta os aparelhos digestivo e respiratório, assim como as glândulas sudoríparas, responsáveis pela produção do suor;
  • Hiperplasia adrenal congênita (HAC): afeta os hormônios como cortisol e aldosterona. Sem tratamento, pode levar o bebê a uma grave desidratação e evoluir para o óbito;
  • Hipotireoidismo congênito: quando não tratada pode ocasionar retardo mental grave. 

Nos laboratórios particulares já é possível fazer testes mais ampliados, a fim de identificar um número maior de doenças. No SUS há um projeto de lei que prevê a ampliação do teste do pezinho mais adiante.

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  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Hospital Regional Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste | Suelen Raquel Dagostin – Pediatra – CRM 21082 - RQE 18095 | Diretor Técnico - Vinicius Negri Dall’Inha - Cirurgião Oncológico – CRM 15904 / RQE 13771



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