
Yuri Alberto sucumbiu diante da forte marcação do jovem Ruan
Por Sergio
Wathier
JRTV - São Miguel do Oeste
Até os quero-queros
do meu campinho no bairro Estrela sabem que Grenal ajeita ou desarruma a casa.
No caso do Inter, a expectativa é pela reação dos colorados depois de mais uma
derrota no clássico. A equipe vermelha vivia melhor momento. O torcedor estava
animado. Afinal, o Inter havia quebrado o jejum de vários anos no Grenal do Brasileirão,
numa virada histórica. Estava em melhor momento. Era grande a motivação pela
estréia do novo técnico, com "inovadora" filosofia de trabalho.
Portanto, a expectativa para o duelo era grande e bastante positiva pras bandas
do Beira Rio. Acrescente a tudo isso o fato do Grêmio estar desfalcado de
vários titulares importantes e o Inter com força máxima. Após os 90 minutos,
uma frase sintetiza o que foi o clássico: "Tudo como dantes na terra de
Abrantes".
Posse de bola improdutiva
A exemplo do time
de Coudet, o Inter de Ramírez abusou da posse de bola improdutiva. Só Rodrigo
Dourado, por exemplo, deve ter dado uns 50 passes laterais ou para trás.
Cuesta, ou não entendeu as orientações do técnico espanhol ou achou que ainda
estava no esquema do Abel. O zagueiro abusou do chuveirinho. Rodinei, que tem
se constituído na principal saída de bola da equipe vermelha, temeroso devido a
presença de Ferreirinha, poucas vezes passou do meio de campo. E ele estava
coberto de razão, porque foi pelo lado esquerdo do ataque que o Grêmio
construiu o gol da vitória.
Inter ficou preso à marcação
Com uma marcação
avançada, o time do Renato criou enormes dificuldades para o arquirrival. Tanto
que Edenilson e Patrick, os dois principais jogadores vermelhos, não apareceram.
Outro que sucumbiu diante da forte marcação gremista foi o bom Yuri Alberto.
Maurício, que segundo Ramírez é um craque, não viu a cor da bola. Contra um
Grêmio bastante fechado, Caio Vidal e Palácios não tiveram espaços para suas
estocadas. Guerrero, sem ritmo de jogo, nada acrescentou.
Começa questionamentos
De concreto sobrou
a certeza de que o Inter ainda vai demorar para assimilar o sistema de jogo que
o técnico pretende implantar. Não sei até que ponto vai a paciência dos
colorados com Ramírez. Hoje já começaram a pedir a volta do Abel. Outros acham
que o espanhol está seguindo a mesma trajetórica de Coudet, que não deu certo.
Pior é a constatação de um torcedor vermelho: Marcelo Lomba teve mais posse de
bola que o Grêmio todo. Mas, como todos sabemos, isso não ganha jogo. O que
vale mesmo é bola na rede.
Autoconfiança recuperada
A vitória no Grenal
devolve a autoconfiança aos gremistas para os duelos da Libertadores da
América. Brenno comprovou sua titularidade. Ruan, que fez brilhante
partida, provou que é muito mais zagueiro que David Brás e Paulo Miranda.
Darlan está ganhando espaço, quer seja como volante ou como meia de armação.
Mas a mais grata constatação foi ver que o clube tricolor não precisa ter
pressa e nem torrar dinheiro para contratar atacantes. Tem na sua base o que
procura. Léo Chú, Léo Pereira e Ricardinho são exemplos de que o Grêmio
realmente é formador de bons atletas. Tanto que dos 11 jogadores que terminaram
a partida, 9 deles vieram da base.
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