O economista Rubens Oliveira Costa durante depoimento na CPMI, nesta segunda-feira (Fonte: Agência Senado)
A sessão, que começou na tarde desta segunda-feira (22), ficou marcada por vários momentos em que o depoente foi alertado pelo risco de prisão.
Logo no começo, Rubens não quis se comprometer em dizer a verdade diante da CPMI, mas foi persuadido pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a concordar com o termo para dizer a verdade e ficar calado para tudo o que julgar que poderia incriminá-lo.
Durante a sessão, Viana ainda realizou outras interrupções e suspendeu a oitiva para conversar com a defesa e os demais membros da mesa para pedir maior colaboração de Costa com os parlamentares que estavam fazendo as inquirições.
Ao fim de sua fala, o relator afirmou que suspenderia as perguntas por entender que era "infrutíferas", em função do habeas corpus recebido por Costa, e propôs à CPMI um pedido de prisão cautelar contra o depoente.
Na madrugada desta terça (23) a imprensa teve acesso ao ofício da CPMI em que constam os argumentos utilizados para justificar a prisão em flagrante de Rubens. Nelas são elencadas contradições e declarações do ex-diretor que foram consideradas falsas pela comissão.
Gaspar ainda apontou que Rubens Costa movimentou, como procurador, mais de R$ 350 milhões nas contas correntes das empresas em que atuava como diretor financeiro.
"Isso mostra, Sr. Presidente, que há muito dinheiro disponível para se manter a impunidade. [...] Esse cidadão participou efetivamente de crimes gravíssimos contra aposentados e pensionistas, continua na impunidade, continua praticando crimes, se encontrando com outros investigados, e isso só seria suficiente para esses depoimentos estarem sendo acobertados e combinados.
O poder político escondido um dia vai aparecer, mas só vai aparecer se esta CPMI tiver a coragem de enfrentar esses que meteram a mão no dinheiro dos aposentados", justificou Gaspar.
Por volta de 20h25, Rubens Oliveira foi desmentido pelo vice-presidente da CPI, deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), por várias contradições em seu depoimento ao longo do dia.
"Eu pedi que adiasse a minha participação na CPMI para
que eu pudesse trazer as provas inequívocas do falso testemunho do depoente,
senhor Rubens. Toda e qualquer testemunha precisa dizer a verdade, ela não pode
se negar a dizer a verdade", criticou o deputado.
O vice-presidente ainda foi elencando os momentos em que Costa teria se contradito durante suas falas na CPMI:
"- 16h38, você Rubens se negou de assinar o termo de dizer a verdade, você já está configurando, com muita clareza, uma grave omissão, de dizer a verdade.
- 16h40, você diz que não tinha nenhuma relação com a
empresa ACCA. Após, reafirmar que não tinha nenhuma relação e repitiu agora,
repetiu, você, às 16h44, quatro minutos após, quando o nosso querido relator
Alfredo Gaspar perguntou, por favor, descreva quais empresas o senhor
apresentou ao senhor Milton Salvador. Ai você disse, ACCA, Prospect, Brasília
Consultoria, Plural e ACDS. Ai o nobre relator perguntou, você apresentou essas
cinco empresas? Você disse, sim. Essas empresas que estavam sob a minha gestão.
Então, como é que em nenhum momento diz que não tem nenhuma participação.
Outrora, num segundo momento, você diz que tem participação. Você está
mentindo. Você mentiu na CPMI diversas vezes.
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