O prefeito de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, assina nesta quarta-feira (15), o Decreto de Situação de Emergência no município em
virtude da estiagem. A decisão foi tomada após uma nova reunião do Conselho de
Defesa Civil, no final da tarde de ontem (14), a qual indicou esta necessidade
com base nos dados mais recentes apresentados. O principal efeito prático, após
a homologação do Decreto, é a possibilidade de prorrogação de dívidas no setor
agrícola.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal,
Jeferson Dias, o fator decisivo foi o aumento, nos últimos dias, do número de
famílias que precisam receber água em suas propriedades, no interior do
município. Até quinze dias atrás, eram menos de dez famílias. Hoje, segundo o
secretário de Obras, Antonio Dariff, são mais de 70; muitas delas, para uso
doméstico, e não apenas animal, como era até pouco tempo.
O diretor da Secretaria de Agricultura, Nédio Jeziorski,
disse que São Miguel do Oeste demorou mais que outros municípios da região para
sentir os efeitos da falta de água para consumo, em razão do forte trabalho
realizado pela Administração Municipal, com a abertura de poços artesianos e,
principalmente, mais de 130 poços caxambu. A proteção destas fontes continua, e
deve chegar próximo às 200 até o fim deste ano.
As estimativas de perdas no setor agrícola também aumentaram
nos últimos dias. Dados da Epagri apontam para prejuízos de 20% na produção de
leite, 35% na soja, 35% no feijão, e 40% no milho safrinha.
O Município de São Miguel do Oeste já tem em vigor outros dois decretos de Emergência, em virtude da pandemia do Covid-19, e devido à dengue.
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