Tragédia na creche seria maior: professores perceberam atentado e trancaram as salas

04/05/2021 - 21h25

As primeiras investigações da tragédia em Saudades, Santa Catarina, só dão mais cara de barbárie ao atentado à creche. A ação do suspeito, armado de facão, matou adultos e crianças na manhã desta terça-feira (4), mas alguns professores perceberam a tempo. Assim, trancaram as portas das salas nas quais havia aulas.

Desse modo, o ataque brutal acabou tendo um número menor de vítimas do que poderia ter tido.

Vítimas fatais

De acordo com os bombeiros, duas crianças e uma professora morreram na hora. Uma terceira criança foi levada ao hospital, porém também não resistiu. As vítimas são bebês, todos menores de dois anos. Uma outra mulher foi levada ao HRO (Hospital Regional do Oeste), de Chapecó. Ela estava em estado grave e acabou morrendo em decorrência dos ferimentos. A mulher seria uma funcionária terceirizada.

O Ministério Público de Santa Catarina através  do procurador Geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, emitiu nota de solidariedade às vítimas e a todos os atingidos pela tragédia. No texto, ele adianta que o MP vai acompanhar os desdobramentos no âmbito criminal e cível.

Polícia Civil inicia investigação

De acordo com o delegado de Pinhalzinho, Jeronimo Marçal Ferreira, o local foi isolado para perícia do IGP (Instituto Geral de Perícias). Os corpos das crianças e da professora ficaram na sala de aula onde ocorreu o crime até a chegada do IML (Instituto Médico Legal).

“O agressor chegou de bicicleta na escola por volta das 10h, portando uma faca grande. Cerca de 30 crianças estavam na escola no momento e ele invadiu uma sala de aula onde tinham quatro crianças, a professora e mais uma funcionária da escola”, conta o delegado.

As demais crianças e professoras conseguiram se trancar dentro das outras salas para se proteger do ataque. O jovem foi contido dentro da escola por vizinhos que ouviram os gritos. Foi quando ele tentou se matar.

“Ele foi contido dentro da escola e, naquele momento, tentou tirar a própria vida. Os eletrônicos da vítima passaram pela perícia para buscar a motivação desse crime. Ele não tinha ligação com as vítimas e também não tem histórico policial”, explica o delegado.

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  • Jornal Regional



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