
Os vereadores Cris
Zanatta (PSDB), Maria Tereza Capra (PT), Carlos Agostini (MDB), Gilmar
Baldissera (Gica – PP) e Valnir Scharnoski (Nini – PL) apresentaram uma
indicação solicitando que o município retome o Programa Vida Nova, com ênfase
na prevenção e no combate ao uso de drogas, envolvendo toda a rede de políticas
públicas e fazendo parcerias com os clubes de serviços. A sugestão foi
apresentada durante a sessão desta quinta-feira (5).
Os vereadores
justificam que a pandemia, além de riscos sanitários, trouxe restrições
sociais, como a restrição de encontros e confraternizações. “A população como
um todo foi atingida, mas os jovens na fase da adolescência foram duplamente
afetados, pois deixaram de frequentar as escolas de forma presencial durante um
ano inteiro, além de ter a liberdade de movimentos afetada pelas medidas de
isolamento social. As práticas esportivas também foram suprimidas, o que
colocou os jovens num ambiente de interação restrito às conexões através das
redes sociais”, destacam os vereadores.
Eles pedem,
portanto, a retomada do Programa Vida Nova, “com atividades pedagógicas no
contraturno como reforço escolar, atividades esportivas, culturais e preparação
para o trabalho (cursos profissionalizantes, computação, aulas de idiomas e
outros), que podem proporcionar oportunidade de aprendizado e inibir a
propagação do consumo de drogas entre os jovens”.
Os vereadores ainda
justificam que “o programa propiciará o desenvolvimento de novos conhecimentos
e habilidades e manterá os jovens em atividade, afastando-os dos riscos de se
envolver com drogas, cujos danos pessoais e familiares já são conhecidos”. A
indicação será enviada ao prefeito e aos secretários de Assistência Social, de
Educação, de Saúde e de Esporte e Cultura.
CASA ABRIGO
Maria Tereza Capra
(PT) solicita ao Executivo que, através da Divisão de Política da Mulher, em
conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado de Santa
Catarina e o Governo Federal, implante em São Miguel do Oeste a Casa Abrigo
para acolhimento de mulheres em situação de violência.
A vereadora cita
que o acolhimento em casas abrigos para mulheres e respectivos dependentes
menores em situação de violência doméstica e familiar está previsto na Lei
Maria da Penha, mas ressalta que em Santa Catarina somente 10 municípios
possuem abrigos institucionais para mulheres em situação de violência. Ela
lembra que a casa abrigo mais próxima de São Miguel do Oeste é em Chapecó e
possui somente 14 vagas.
“A Casa Abrigo
oferta o serviço de acolhimento institucional para mulheres vítimas de
violência doméstica, familiar ou nas relações íntimas de afeto com risco de
morte, bem como de seus dependentes. A implantação desta estrutura é um
importante incremento no suporte às vítimas e visa facilitar o cumprimento das
medidas previstas em lei, pois a Casa Abrigo irá beneficiar as mulheres que
residem neste município”, justifica Capra. A indicação será enviada ao
prefeito.
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