Hang diz que vai à Justiça contra senadores da CPI: ‘Desumanidade com a minha mãe’

Foto: Divulgação | Ascom

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30/09/2021 - 10h22

Após prestar depoimento na CPI da Covid-19 nesta quarta-feira (29), Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, disse que vai entrar na Justiça contra os senadores do colegiado. Em entrevista ao programa “Os Pingos Nos Is“, da Jovem Pan, o empresário afirmou que a exposição do atestado de óbito e do prontuário médico da mãe dele foi “o maior crime” que a comissão já cometeu. “Meus advogados já estão aqui e vão entrar no individual de cada senador. Embora eles sejam senadores, eles não podem cometer crimes. Não foi só um crime de documentos, foi um crime moral, é uma desumanidade o que fizeram com a minha mãe”, disse.

“Eu acho que ter aberto o sigilo da minha mãe, tanto o prontuário quanto o atestado de óbito, foi o maior crime que essa CPI fez durante todo esse período. Tentaram expor a minha mãe para ter um discurso político, tentar me irritar e quem sabe me levar preso para derrubar reputação“, comentou.

Durante a sessão, ele foi questionado sobre a morte de sua mãe, Regina. Infectada com a Covid-19, ela morreu, aos 82 anos, no Sancta Maggiore, hospital da Prevent Senior. O empresário admitiu que sua genitora recebeu o diagnóstico na unidade de atendimento hospitalar, mas não havia menção à Covid-19 em seu atestado de óbito. “Achei estranho de não estar no óbito, mas eu sou leigo. Segundo eles, quem preencheu o atestado de óbito foi o plantonista”, disse.

Ainda de acordo com a versão de Hang, a operadora de saúde retificou a informação “no dia seguinte”. “Pode ter acontecido um erro do plantonista ao preencher o documento”, justificou. Para confrontar a afirmação do depoente, o senador Renan Calheiros exibiu o termo original, que omite a doença como causa da morte. Questionado, Luciano manteve seu posicionamento. “Não vejo interesse do hospital em mentir sobre a morte da minha mãe”. De acordo com um dossiê enviado por 12 médicos e ex-médicos da Prevent, ao qual a Jovem Pan teve acesso, o prontuário de Regina Hang foi manipulado.

Ao “Os Pingos nos Is”, Hang também disse não saber porque foi chamado para depor e falou que a CPI quer inventar “narrativas”. Ele também criticou o depoimento da advogada Bruna Morato, que representa 12 médicos e ex-médicos da Prevent Senior. “A Prevent Senior, pelo que eu sei, tem cinco mil colaboradores. Aí sai uma advogada, que parece uma advogada de porta de cadeia, pega alguns clientes e tenta manchar todo o trabalho que a operadora está fazendo desde o começo da pandemia. O que eu vejo são narrativas querendo prejudicar uma empresa que faz aquilo que eles não querem ouvir”, completou. Ele reiterou, ainda, que não é negacionista e que não espalhou notícias falsas sobre a pandemia. 

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  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Jovem Pan



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