Polícia Civil conclui inquérito sobre sequestro e mortes após perseguição na BR-282

Delegado Eric Rosada / Foto: Marcos de Lima / WH Comunicações

Delegado Eric Rosada / Foto: Marcos de Lima / WH Comunicações

03/09/2025 - 21h39

A Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de São Miguel do Oeste, com apoio de delegações da região, concluiu há cerca de 15 dias o inquérito sobre o caso de sequestro seguido de perseguição policial e acidente de trânsito que terminou com duas mortes na BR-282, em Iraceminha. O episódio ganhou grande repercussão regional pelas características enigmáticas e pelas situações que chamaram a atenção da população.

O delegado Eric Rosada, responsável pela investigação, detalhou em entrevista ao Grupo WH Comunicações os principais pontos apurados. Segundo ele, a vítima foi colocada em portas-malas do veículo, amordaçada e mantida por cerca de duas horas, enquanto os suspeitos circulavam pelas estradas do interior de São Miguel do Oeste e pela BR-282. A perseguição teve fim quando a Polícia Militar tentou abordar o veículo e o motorista perdeu o controle, resultando no acidente que provocou a morte da vítima e de uma das sequestradoras, que morreu carbonizada.

Uma das linhas de investigação foi a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que os suspeitos não estavam no carro da vítima e havia acusações de tentativa de subtração de bens. No entanto, parte das provas foi perdida no incêndio do automóvel. "Não foi possível estabelecer de forma objetiva essa motivação, mas havia o desejo de que eles quisessem ficar com o veículo. Também foram encontrados dinheiro e perfumes escondidos nas roupas de um dos suspeitos, o que reforçam a suspeita de intenção de roubo", explicou Rosada.

A pesquisa também revelou que a vítima havia marcado um encontro com uma adolescente de 17 anos, que fazia parte do grupo. Após se encontrar com ela, outros três suspeitos se juntaram e renderam o homem, colocando-o no porta-malas. Um adolescente alegou ter sido coagido pela vítima com vídeos íntimos, mas essa versão não pôde ser confirmada, já que os celulares com as conversas foram destruídos no incêndio e não houve testemunhas que confirmassem ou negassem a hipótese.

Com base nas provas disponíveis, a Polícia Civil concluiu que os envolvidos deverão responder por homicídio doloso (com dolo eventual), sequestro e corrupção de menores. O inquérito foi conduzido ao Ministério Público, que já ofereceu denúncia contra os suspeitos.

 


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • WH3 Comunicações



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