Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL
Em reunião com o
Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindileite-SC) e
deputados estaduais, realizada no fim da tarde desta quarta-feira, 6, na
presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o Governo do
Estado expôs a intenção de enviar um novo projeto de lei (PL) para reduzir o
ICMS do leite longa vida para 7% e, assim, incluir novamente o produto na cesta
básica.
“Ontem realizamos
uma reunião na Casa d'Agronômica, e o governador Carlos Moisés manifestou o
desejo que o leite longa vida retorne à alíquota de 7%. Sabemos que a indústria
leiteira precisa melhorar a sua concorrência e estamos dispostos a construir
uma solução que beneficie o setor, mas não impactando o bolso do consumidor”,
disse a secretária da Fazenda (SEF) em exercício, Michele Roncalio.
A indústria
leiteira defende que a alíquota permaneça 17%, argumentando que o aumento do
imposto garante a competitividade do leite produzido no estado em relação aos
vizinhos. Por isso, em 2021, foi incluída uma emenda parlamentar no Projeto de
Lei (PL) 449/2021 que trata da concessão de benefícios fiscais. Os
representantes do setor reafirmaram que os 17% não implicará em aumento de
preço para o consumidor final. O Governo do Estado, no entanto, discorda,
e defende a menor alíquota.
“Foi um projeto que
nasceu aqui na Assembleia e que teve algumas emendas vetadas, incluindo a do
leite. Temos uma situação difícil, pois tanto com manutenção do veto do
governador quanto com a derrubada do veto a alíquota permanece em 17%. O que
precisamos é construir, com apoio de todos, uma alternativa para que o leite
retorne à cesta básica”, afirmou o presidente da Alesc, deputado estadual
Moacir Sopelsa.
O Governo do Estado
sugere, também, a criação de um grupo de trabalho na Diretoria de Administração
Tributária (DIAT) para solucionar os prejuízos pela retirada do benefício de 4%
de crédito sobre matéria-prima do leite, em 2012. Segundo o Sindileite-SC, por
conta desta medida, o número de produtores reduziu de 60 mil para 38 mil em
Santa Catarina nos últimos anos. Até a próxima sexta-feira, 8, o setor
discutirá seu posicionamento em relação à proposta do Governo do Estado.
Além de deputados e
representantes da indústria leiteira, participaram da reunião o chefe da Casa
Civil (CC), Juliano Chiodelli; a diretora da DIAT, Lenai Michels; o gerente de
Tributação da DIAT, Fabiano Brito Queiroz de Oliveira, e os auditores fiscais
da SEF, Dilson Jiroo Takeyama e Ramon Medeiros.
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